quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2010 Branco

QUINTA DAS BÁGEIRAS GARRAFEIRA 2010 BRANCO | BAIRRADA | 13,5% | PVP  16€
MARIA GOMES, BICAL
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO
17

São uvas provenientes de vinhas com mais de 75 anos de idade que compõem este branco bairradino vinificado em bica aberta, que passa por antigos tonéis de madeira onde já ocorreram centenas de vinificações e que é engarrafado sem qualquer tipo de filtragem ou colagem.
Um grande branco de guarda conforme é prova este Garrafeira com cerca de 7 anos e com uma juventude e frescura que parece ser da colheita mais recente.
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto jovem, muito jovem para um branco já com alguns anos. No nariz notas de fruta amarela madura e citrinos, toranja e tangerina, ligeira nota de oxidação, perfil mineral, pedra lascada, fresco. Boca com uma vivacidade fabulosa, acidez acutilante, a secar o palato, a puxar saliva, com fruta citrina, toranja, laranja amarga, equilibrado, com volume e textura mordiscàvel. Final de boca longo.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Quinta dos Murças Minas 2016 Tinto

QUINTA DOS MURÇAS MINAS 2016 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  12€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA FRANCISCA, TINTA RORIZ, TINTO CÃO
MURÇAS, SA
16

O Quinta das Murças Minas é produzido com uvas provenientes de vinhas orientadas a Sul, onde se encintram cinco minas de água, que refrescam e devolvem o equilíbrio à vinha.
Cor rubi intenso, concentrado, de violetas bonitos e de aspecto limpo. No nariz a fruta vermelha e preta encontra-se bonita, jovem e fresca, com perfumados florais, alguma esteva e notas de barrica leves e completamente integradas. Na boca apresenta boa textura, acidez no ponto, com taninos bem firmes, ainda um pouco jovens e com a fruta muito bem colocada e fresca.
Um conjunto equilibrado e fresco, um pouco raçudo e com final de boca longo e persistente.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

10 Dicas Para Levar o Vinho à Ceia de Natal

Neste momento já existe aquele formigueiro impossível de ignorar que é a aproximação da noite de Natal. O stress começa, pouco a pouco, a instalar-se com alguns pesadelos e suores nocturnos que acabam sempre da mesma forma, isto é, como é que eu faço para não falhar nada na ceia de Natal com os vinhos que estou a escolher?
O que interessam as prendas quando há uma ceia onde tenho de escolher os vinhos a beber, pensar nas harmonizações, no que cada um dos presentes gosta e de toda a quincalharia que é necessária para que nada falhe?
Vamos lá ler com atenção as 10 dicas seguintes, que não sendo as únicas, considero das mais importantes que que tudo corra de feição:

1. Quantidade: calcular cerca de meia garrafa por pessoa, embora seja conveniente ter mais uma ou duas de reserva;

2. Saca-Rolhas: chegar o momento e não ter como abrir a garrafa é um pesadelo. Um bom saca-rolhas bem perto seja ele o tradicional, de laminas ou de ar, o que interessa é poder abrir a garrafa como deve ser;

3. Decanter: sim, sim. pelo sim, pelo não tenha um por perto. Nunca se sabe quando surge aquela garrafa em que alguém diz: -Isto se houvesse um decanter é que era!

4. Cuidado com as Pingas: um noite perfeita e com uma toalha linda cheia de manchas e nódoas de vinho. Drop stops nas garrafas please;

5. De quem é o copo? Com tanta gente às vezes a confusão instala-se. De quem é este copo e onde está o meu? Marcadores de copos é a solução. E até há uns com motivos natalícios;

6. Quando Abrir? Há vinhos que podem e devem ser abertos um pouco antes. Principalmente os tintos. Abra esses com tempo e deixe-os a respirar antes de ir para a mesa. Vai sentir a diferença;

7. Que tipo de vinhos servir: Para mim essencial ter um espumante para abrir ainda quase como pré-refeição, vinho branco e vinho tinto para a refeição em si e um ou dois tipos de vinho fortificado como Vinho do Porto ou Moscatel para a sobremesa e pós-sobremesa. Mas faça a sua escolha. Pode ser tudo tintos;

8. Temperaturas: não se esqueça que neste dia poderão existir imprevistos de última hora, mas não se esqueça de servir cada um dos vinhos à temperatura certa sendo que, provavelmente a sala de jantar estará a um temperatura mais alta que o normal e que por isso os vinhos deverão ir para a mesa um pouco mais frios do que o habitual pois a tendência será que esta suba mais rapidamente;

9. Copos: uma mariquice? não é bem assim. É noite de festa, de descontracção, de momento com a família, mas isso não impede de tirar o máximo prazer de cada vinho que vamos beber. O copo correcto é essencial;

10. Os vinhos: Será com certeza uma noite de descontracção e sem grandes formalidades. Apesar de não concordar que se leve à mesa o vinho habitualmente chamado de para o dia-a-dia, pois esta é sem dúvida uma data especial, também não valerá de muito ter à mesa apenas os chamados topos de gama. Avalie bem que vai estar à mesa consigo nessa noite que o tipo de vinho que fará mais sentido.

Bem.... ainda tem tempo de comprar o que está em falta. Feliz noite de Natal!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2016 Branco

PALÁCIO DA BREJOEIRA ALVARINHO 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 13,5% | PVP  16€
ALVARINHO
PALÁCIO DA BREJOEIRA VITICULTORES, SA
16
O Palácio da Brejoeira, verdadeiro ex-libris da região de Monção e do vinho produzido a partir da casta Alvarinho, foi mandado construir no inicio do século XIX e só já nos anos 30 do século XX, aquando da mudança de mãos da propriedade para a família que até há pouco tempo ainda era residente no Palácio, ocorreu uma reestruturação de toda a propriedade e se procedeu à plantação e à comercialização do bem conhecido vinho de casta Alvarinho com o mesmo nome do Palácio.
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, aspecto limpo e brilhante.  No nariz pontificam as notas de fruta branca de caroço, citrino leve, sensação adocicada e boa frescura de conjunto. Desilude um pouco na prova de boca, onde apesar de tudo aparecer na medida certa, parece faltar um pouco de tensão e profundidade dando-lhe um final de boca mais curto do que o esperado.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Monte da Raposinha | Novidades e Certezas

O Monte da Raposinha situa-se em Montargil, na zona mais a norte da região do Alentejo, estando a propriedade na família Ataíde desde finais do Séc. XIX. De cariz familiar, começou a produzir vinho no ano de 2007, então com apenas 2 hectares de vinha e hoje, dez anos passados já com cerca de 15 hectares.
O nome da propriedade e dos vinhos com o mesmo nome nasce do facto de Rosário Ataíde, actual proprietária, quando em criança ser carinhosamente tratada pelo seu Pai de “Raposinha”. Uma homenagem não só ao próprio pai, mas também a toda a família. 
Nesta prova oportunidade para conhecer as novidades de cada gama e a possibilidade de confirmar algumas certezas. Esta Raposinha não se esconde.

NÓS 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 5,45€
SAUVIGNON BLANC, ANTÃO VAZ, ARINTO
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
15,5
Cor amarelo citrino, ligeiro esverdeado, aspecto limpo. Aromas citrinos, alguma fruta amarela madura, tropical em fundo, directo e despreocupado. Boca com equilíbrio, fruta em bom plano, fresco, ligeiro cremoso, com final de boca médio. 

MONTE DA RAPOSINHA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 8,79€
ARINTO, ANTÃO VAZ, VIOSINHO 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
16 
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto limpo. Nariz intenso, fruta citrina madura e algum tropical, com ligeiro floral envolvente, mineral marcado, muito fresco. Boca com envolvência, acidez equilibrada, muito fresco, com fruta madura bem colocada e com boa estrutura. O final de boca é longo e elegante.
 
MONTE DA RAPOSINHA 2016 ROSÉ | ALENTEJO | 12,5% | PVP 8,79€ 
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
16,5 
Cor salmão intenso, bonito e de aspecto brilhante. No nariz a fruta vermelha e prefa surge muito pé ante pé, com delicadeza, sem incomodar, fresco. Na boca mostra acidez, alguma tensão, repenicado, a secar o palato e a puxar pela mesa. Com um final de boca longo, elegante e fresco. Boa surpresa para um rosé que se destaca pela diferença. 

ATHAYDE 2016 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 14,90€
CHARDONNAY
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
17 
Cor amarelo citrino, aspecto novo e límpido. No nariz a fruta e a madeira parecem disputar o protagonismo e bem, embora se perceba que as notas de barrica apenas lá estão para complementar deixando que a fruta brilhe e as notas mais abaunilhadas sejam bem vindas pela sua delicadeza e boa integração. Boca com volume, boa largura, cremosidade no toque, com acidez no ponto, fruta fresca madura, notas de estagio em barrica em completa integração e com final de boca longo. 
Um branco que se destaca e que deixa o sinal de que os anos em garrafa lhe farão muito bem.
NÓS 2015 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 5,5€ 
ARAGONEZ, TOURIGA NACIONAL, TRINCADEIRA 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
15,5
Cor vermelho de média concentracao, aspecto novo e limpo. Nariz directo, fruta vermelha madura, flores, ligeiro toque vegetal e especiaria, fresco. Na boca mostra-se pronto a beber, fruta vermelha madura, tanino polido, macio e equilibrado. Final de boca longo, para beber despreocupado. 

MONTE DA RAPOSINHA 2015 TINTO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 9,49€ 
TOURIGA NACIONAL, SYRAH, ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
16 
Cor rubi intenso, média concentração, aspecto jovem e limpo. No nariz a fruta vermelha madura, alguma preta silvestre, floral perfumado, afinado, fresco. Boca com estrutura, bom corpo, tanino presente, mas já domado, com secura de boca, equilibrado e final de boca longo.
ATHAYDE GRANDE ESCOLHA 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 18,50€ 
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSVHET 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
17
Cor rubi intenso, concentrado, limpo, de lágrima escorreita e definida. No nariz domina a fruta vermelha e preta e as notas florais bem dimensionadas, boa frescura do conjunto, notas tosta leve, especiaria fina, barrica integrada. Plano aromático complexo e desafiante. Boca com pujança, cheio de vida, com estrutura, volume, largura, de tanino sólido, composto, final de boca longo. 
Vai continuar a subir e espero encontrá-lo talvez para o ano à mesa com um bom prato de carne vindo do receituário da cozinha regional alentejana.
FURTIVA LÁGRIMA 2013 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 45€ 
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
17,5 
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas cerrados no núcleo,  aspecto limpo. Elegante de aromas, fruta preta, sem estar madurona e compotada, muito equilíbrio, com um bouquet aromático mentolado, fresco, algum fumado leve, fresco e complexo. Boca com muita frescura, tanino presente, marcado, potente e envolvente, a secar a boca e a pedir por comida. Com fruta num plano muito bonito, complexo, a fazer esquecer os 14,5% de álcool marcado no rótulo. Final de boca longo, fresco e elegante.
Com muitos e bons anos pela frente, este é sem dúvida um daqueles para descansar na garrafeira sem pressa de o acordar.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

João Portugal Ramos Espumante Alvarinho Bruto Natural Reserva 2014 Branco

JOÃO PORTUGAL RAMOS ESP. ALVARINHO BRUTO NATURAL RESERVA 2014 BRANCO | VINHO VERDE | 12% | PVP  20€
ALVARINHO
J PORTUGAL VINHOS, SA
16,5
João Portugal Ramos volta a trazer novidades ao mercado. Desta vez da região de Monção e Melgaço cujo enorme potencial para a produção de Alvarinhos de elevada qualidade é por demais reconhecido.
Após ter lançado o seu primeiro Alvarinho em 2012 e um Loureiro em 2013 agora, fruto de um continuado estudo e trabalho no sentido de aprofundar o conhecimento de toda esta região, apresenta  este Espumante Reserva Bruto Natural 100% casta Alvarinho de 2014 que é o primeiro Bruto Natural da sub-região.
Cor amarelo citrino com nuances esverdeadas leves, com bolha fina e persistente, sendo no plano aromático de expressão citrina e floral, elegante, de cariz mineral e com boa frescura. Na boca, bolha leve, marcando com frescura a sua passagem, com a fruta novamente em plano de destaque, num perfil fresco e pleno de elegância.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O Vinho do Mês | Triunvirato Nº 4 Tinto

TRIUNVIRATO N°4 TINTO | MESA | 14,5% | PVP  30€
VÁRIAS CASTAS
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS MESSIAS, SA
18
O mês de Novembro foi muito bom. Provei e bebi muito vinho que me fez acreditar que este é mesmo um néctar dos deuses. Todavia, um mês injusto pois apenas destacarei um. Este saltou um pouco mais para a frente após ter regressado de um semana de férias e ter voltado ao que havia ficado na garrafa. Adorei!
Triunvirato significa aliança e este vinho é resultado da individualidade e expressão de três grandes regiões vinícolas portuguesas: Douro, Dão e Bairrada. Este é o quarto Triunvirato a ver a luz do dia. Um vinho que apenas nasce em anos de excepcional qualidade.
Cor vermelho intenso, concentrado e opaco, aspecto limpo e de tonalidades jovens. No nariz mostra-se a fruta preta madura, muitas notas de bosque, pinheiro, turfa húmida, muito terroso, boa especiaria, balsâmico e fresco. Na boca mostra garra, robustez, boa amplitude, com muito equilíbrio, caindo os 14,5% de álcool em esquecimento. Gostei muito da frescura de boca. Longo de final, fresco e elegante.
Como disse no inicio voltei a ele cerca de uma semana após o ter aberto e aí mostrou-se um senhor vinho. Posso mesmo dizer que ainda o encontrei melhor.

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