quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2010 Branco

QUINTA DAS BÁGEIRAS GARRAFEIRA 2010 BRANCO | BAIRRADA | 13,5% | PVP  16€
MARIA GOMES, BICAL
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO
17

São uvas provenientes de vinhas com mais de 75 anos de idade que compõem este branco bairradino vinificado em bica aberta, que passa por antigos tonéis de madeira onde já ocorreram centenas de vinificações e que é engarrafado sem qualquer tipo de filtragem ou colagem.
Um grande branco de guarda conforme é prova este Garrafeira com cerca de 7 anos e com uma juventude e frescura que parece ser da colheita mais recente.
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto jovem, muito jovem para um branco já com alguns anos. No nariz notas de fruta amarela madura e citrinos, toranja e tangerina, ligeira nota de oxidação, perfil mineral, pedra lascada, fresco. Boca com uma vivacidade fabulosa, acidez acutilante, a secar o palato, a puxar saliva, com fruta citrina, toranja, laranja amarga, equilibrado, com volume e textura mordiscàvel. Final de boca longo.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Quinta dos Murças Minas 2016 Tinto

QUINTA DOS MURÇAS MINAS 2016 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  12€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA FRANCISCA, TINTA RORIZ, TINTO CÃO
MURÇAS, SA
16

O Quinta das Murças Minas é produzido com uvas provenientes de vinhas orientadas a Sul, onde se encintram cinco minas de água, que refrescam e devolvem o equilíbrio à vinha.
Cor rubi intenso, concentrado, de violetas bonitos e de aspecto limpo. No nariz a fruta vermelha e preta encontra-se bonita, jovem e fresca, com perfumados florais, alguma esteva e notas de barrica leves e completamente integradas. Na boca apresenta boa textura, acidez no ponto, com taninos bem firmes, ainda um pouco jovens e com a fruta muito bem colocada e fresca.
Um conjunto equilibrado e fresco, um pouco raçudo e com final de boca longo e persistente.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

10 Dicas Para Levar o Vinho à Ceia de Natal

Neste momento já existe aquele formigueiro impossível de ignorar que é a aproximação da noite de Natal. O stress começa, pouco a pouco, a instalar-se com alguns pesadelos e suores nocturnos que acabam sempre da mesma forma, isto é, como é que eu faço para não falhar nada na ceia de Natal com os vinhos que estou a escolher?
O que interessam as prendas quando há uma ceia onde tenho de escolher os vinhos a beber, pensar nas harmonizações, no que cada um dos presentes gosta e de toda a quincalharia que é necessária para que nada falhe?
Vamos lá ler com atenção as 10 dicas seguintes, que não sendo as únicas, considero das mais importantes que que tudo corra de feição:

1. Quantidade: calcular cerca de meia garrafa por pessoa, embora seja conveniente ter mais uma ou duas de reserva;

2. Saca-Rolhas: chegar o momento e não ter como abrir a garrafa é um pesadelo. Um bom saca-rolhas bem perto seja ele o tradicional, de laminas ou de ar, o que interessa é poder abrir a garrafa como deve ser;

3. Decanter: sim, sim. pelo sim, pelo não tenha um por perto. Nunca se sabe quando surge aquela garrafa em que alguém diz: -Isto se houvesse um decanter é que era!

4. Cuidado com as Pingas: um noite perfeita e com uma toalha linda cheia de manchas e nódoas de vinho. Drop stops nas garrafas please;

5. De quem é o copo? Com tanta gente às vezes a confusão instala-se. De quem é este copo e onde está o meu? Marcadores de copos é a solução. E até há uns com motivos natalícios;

6. Quando Abrir? Há vinhos que podem e devem ser abertos um pouco antes. Principalmente os tintos. Abra esses com tempo e deixe-os a respirar antes de ir para a mesa. Vai sentir a diferença;

7. Que tipo de vinhos servir: Para mim essencial ter um espumante para abrir ainda quase como pré-refeição, vinho branco e vinho tinto para a refeição em si e um ou dois tipos de vinho fortificado como Vinho do Porto ou Moscatel para a sobremesa e pós-sobremesa. Mas faça a sua escolha. Pode ser tudo tintos;

8. Temperaturas: não se esqueça que neste dia poderão existir imprevistos de última hora, mas não se esqueça de servir cada um dos vinhos à temperatura certa sendo que, provavelmente a sala de jantar estará a um temperatura mais alta que o normal e que por isso os vinhos deverão ir para a mesa um pouco mais frios do que o habitual pois a tendência será que esta suba mais rapidamente;

9. Copos: uma mariquice? não é bem assim. É noite de festa, de descontracção, de momento com a família, mas isso não impede de tirar o máximo prazer de cada vinho que vamos beber. O copo correcto é essencial;

10. Os vinhos: Será com certeza uma noite de descontracção e sem grandes formalidades. Apesar de não concordar que se leve à mesa o vinho habitualmente chamado de para o dia-a-dia, pois esta é sem dúvida uma data especial, também não valerá de muito ter à mesa apenas os chamados topos de gama. Avalie bem que vai estar à mesa consigo nessa noite que o tipo de vinho que fará mais sentido.

Bem.... ainda tem tempo de comprar o que está em falta. Feliz noite de Natal!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2016 Branco

PALÁCIO DA BREJOEIRA ALVARINHO 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 13,5% | PVP  16€
ALVARINHO
PALÁCIO DA BREJOEIRA VITICULTORES, SA
16
O Palácio da Brejoeira, verdadeiro ex-libris da região de Monção e do vinho produzido a partir da casta Alvarinho, foi mandado construir no inicio do século XIX e só já nos anos 30 do século XX, aquando da mudança de mãos da propriedade para a família que até há pouco tempo ainda era residente no Palácio, ocorreu uma reestruturação de toda a propriedade e se procedeu à plantação e à comercialização do bem conhecido vinho de casta Alvarinho com o mesmo nome do Palácio.
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, aspecto limpo e brilhante.  No nariz pontificam as notas de fruta branca de caroço, citrino leve, sensação adocicada e boa frescura de conjunto. Desilude um pouco na prova de boca, onde apesar de tudo aparecer na medida certa, parece faltar um pouco de tensão e profundidade dando-lhe um final de boca mais curto do que o esperado.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Monte da Raposinha | Novidades e Certezas

O Monte da Raposinha situa-se em Montargil, na zona mais a norte da região do Alentejo, estando a propriedade na família Ataíde desde finais do Séc. XIX. De cariz familiar, começou a produzir vinho no ano de 2007, então com apenas 2 hectares de vinha e hoje, dez anos passados já com cerca de 15 hectares.
O nome da propriedade e dos vinhos com o mesmo nome nasce do facto de Rosário Ataíde, actual proprietária, quando em criança ser carinhosamente tratada pelo seu Pai de “Raposinha”. Uma homenagem não só ao próprio pai, mas também a toda a família. 
Nesta prova oportunidade para conhecer as novidades de cada gama e a possibilidade de confirmar algumas certezas. Esta Raposinha não se esconde.

NÓS 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 5,45€
SAUVIGNON BLANC, ANTÃO VAZ, ARINTO
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
15,5
Cor amarelo citrino, ligeiro esverdeado, aspecto limpo. Aromas citrinos, alguma fruta amarela madura, tropical em fundo, directo e despreocupado. Boca com equilíbrio, fruta em bom plano, fresco, ligeiro cremoso, com final de boca médio. 

MONTE DA RAPOSINHA 2016 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 8,79€
ARINTO, ANTÃO VAZ, VIOSINHO 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
16 
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto limpo. Nariz intenso, fruta citrina madura e algum tropical, com ligeiro floral envolvente, mineral marcado, muito fresco. Boca com envolvência, acidez equilibrada, muito fresco, com fruta madura bem colocada e com boa estrutura. O final de boca é longo e elegante.
 
MONTE DA RAPOSINHA 2016 ROSÉ | ALENTEJO | 12,5% | PVP 8,79€ 
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
16,5 
Cor salmão intenso, bonito e de aspecto brilhante. No nariz a fruta vermelha e prefa surge muito pé ante pé, com delicadeza, sem incomodar, fresco. Na boca mostra acidez, alguma tensão, repenicado, a secar o palato e a puxar pela mesa. Com um final de boca longo, elegante e fresco. Boa surpresa para um rosé que se destaca pela diferença. 

ATHAYDE 2016 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 14,90€
CHARDONNAY
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
17 
Cor amarelo citrino, aspecto novo e límpido. No nariz a fruta e a madeira parecem disputar o protagonismo e bem, embora se perceba que as notas de barrica apenas lá estão para complementar deixando que a fruta brilhe e as notas mais abaunilhadas sejam bem vindas pela sua delicadeza e boa integração. Boca com volume, boa largura, cremosidade no toque, com acidez no ponto, fruta fresca madura, notas de estagio em barrica em completa integração e com final de boca longo. 
Um branco que se destaca e que deixa o sinal de que os anos em garrafa lhe farão muito bem.
NÓS 2015 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 5,5€ 
ARAGONEZ, TOURIGA NACIONAL, TRINCADEIRA 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
15,5
Cor vermelho de média concentracao, aspecto novo e limpo. Nariz directo, fruta vermelha madura, flores, ligeiro toque vegetal e especiaria, fresco. Na boca mostra-se pronto a beber, fruta vermelha madura, tanino polido, macio e equilibrado. Final de boca longo, para beber despreocupado. 

MONTE DA RAPOSINHA 2015 TINTO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 9,49€ 
TOURIGA NACIONAL, SYRAH, ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
16 
Cor rubi intenso, média concentração, aspecto jovem e limpo. No nariz a fruta vermelha madura, alguma preta silvestre, floral perfumado, afinado, fresco. Boca com estrutura, bom corpo, tanino presente, mas já domado, com secura de boca, equilibrado e final de boca longo.
ATHAYDE GRANDE ESCOLHA 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 18,50€ 
TOURIGA NACIONAL, ALICANTE BOUSVHET 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
17
Cor rubi intenso, concentrado, limpo, de lágrima escorreita e definida. No nariz domina a fruta vermelha e preta e as notas florais bem dimensionadas, boa frescura do conjunto, notas tosta leve, especiaria fina, barrica integrada. Plano aromático complexo e desafiante. Boca com pujança, cheio de vida, com estrutura, volume, largura, de tanino sólido, composto, final de boca longo. 
Vai continuar a subir e espero encontrá-lo talvez para o ano à mesa com um bom prato de carne vindo do receituário da cozinha regional alentejana.
FURTIVA LÁGRIMA 2013 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 45€ 
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL 
MONTE DA RAPOSINHA, LDA 
17,5 
Cor vermelho intenso, concentrado, violetas cerrados no núcleo,  aspecto limpo. Elegante de aromas, fruta preta, sem estar madurona e compotada, muito equilíbrio, com um bouquet aromático mentolado, fresco, algum fumado leve, fresco e complexo. Boca com muita frescura, tanino presente, marcado, potente e envolvente, a secar a boca e a pedir por comida. Com fruta num plano muito bonito, complexo, a fazer esquecer os 14,5% de álcool marcado no rótulo. Final de boca longo, fresco e elegante.
Com muitos e bons anos pela frente, este é sem dúvida um daqueles para descansar na garrafeira sem pressa de o acordar.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

João Portugal Ramos Espumante Alvarinho Bruto Natural Reserva 2014 Branco

JOÃO PORTUGAL RAMOS ESP. ALVARINHO BRUTO NATURAL RESERVA 2014 BRANCO | VINHO VERDE | 12% | PVP  20€
ALVARINHO
J PORTUGAL VINHOS, SA
16,5
João Portugal Ramos volta a trazer novidades ao mercado. Desta vez da região de Monção e Melgaço cujo enorme potencial para a produção de Alvarinhos de elevada qualidade é por demais reconhecido.
Após ter lançado o seu primeiro Alvarinho em 2012 e um Loureiro em 2013 agora, fruto de um continuado estudo e trabalho no sentido de aprofundar o conhecimento de toda esta região, apresenta  este Espumante Reserva Bruto Natural 100% casta Alvarinho de 2014 que é o primeiro Bruto Natural da sub-região.
Cor amarelo citrino com nuances esverdeadas leves, com bolha fina e persistente, sendo no plano aromático de expressão citrina e floral, elegante, de cariz mineral e com boa frescura. Na boca, bolha leve, marcando com frescura a sua passagem, com a fruta novamente em plano de destaque, num perfil fresco e pleno de elegância.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O Vinho do Mês | Triunvirato Nº 4 Tinto

TRIUNVIRATO N°4 TINTO | MESA | 14,5% | PVP  30€
VÁRIAS CASTAS
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS MESSIAS, SA
18
O mês de Novembro foi muito bom. Provei e bebi muito vinho que me fez acreditar que este é mesmo um néctar dos deuses. Todavia, um mês injusto pois apenas destacarei um. Este saltou um pouco mais para a frente após ter regressado de um semana de férias e ter voltado ao que havia ficado na garrafa. Adorei!
Triunvirato significa aliança e este vinho é resultado da individualidade e expressão de três grandes regiões vinícolas portuguesas: Douro, Dão e Bairrada. Este é o quarto Triunvirato a ver a luz do dia. Um vinho que apenas nasce em anos de excepcional qualidade.
Cor vermelho intenso, concentrado e opaco, aspecto limpo e de tonalidades jovens. No nariz mostra-se a fruta preta madura, muitas notas de bosque, pinheiro, turfa húmida, muito terroso, boa especiaria, balsâmico e fresco. Na boca mostra garra, robustez, boa amplitude, com muito equilíbrio, caindo os 14,5% de álcool em esquecimento. Gostei muito da frescura de boca. Longo de final, fresco e elegante.
Como disse no inicio voltei a ele cerca de uma semana após o ter aberto e aí mostrou-se um senhor vinho. Posso mesmo dizer que ainda o encontrei melhor.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Tendências | Vinho Branco No Inverno

Se é daqueles que com a chegada dos dias mais frios coloca imediatamente de lado o vinho branco então este texto é para si. Não perdendo mais tempo, vamos a mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente?
"(...)Engane-se quem pensa que o vinho branco é coisa apenas para o verão. Se é dos brancos que gosta, saiba que o vinho branco pode ser bebido com prazer ao longo de todo o ano. Os vinhos brancos de inverno são habitualmente mais complexos, mais intensos, com trabalho de barrica bem conseguido, boa acidez e, embora já existam produtores portugueses que fazem por lançar vinhos brancos propositadamente no inverno, também aqui incluo os vinhos brancos com alguma idade. (...)" continuar a ler aqui.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Um Clássico da Casa Ferreirinha: 2009 É Ano De Reserva Especial

O ano de 2009 é ano de Reserva Especial da Casa Ferreirinha. Esta é apenas a apenas a 17ª edição de um vinho que é já um clássico não só da Casa Ferreirinha, como do Douro, nascido em 1960 do génio de Fernando Nicolau Almeida quando, não reconhecendo àquela colheita o perfil perfeito para declarar Barca Velha, o designou como Reserva Especial.
Vinificado na adega especial da Quinta da Leda – o refúgio predileto do Enólogo Luís Sottomayor –, este Casa Ferreirinha Reserva Especial 2009 é feito com uvas da Quinta da Leda provenientes de vinhas de maior altitude e composto pelas castas Touriga Franca (45%), Touriga Nacional (30%), Tinta Roriz (15%) e Tinto Cão (10%).
Apresentado no cenário de sonho do Palácio Nacional da Ajuda, foi à mesa casado com a Presa de Porco Preto Alentejano com Aipo, Cogumelos e Batata do Chef Joaquim Koeper do Restaurante Eleven.

As 16 colheitas de Casa Ferreirinha Reserva Especial que antecederam a agora lançada, de 2009, respeitaram aos anos de 1960, 1962, 1974, 1977, 1980, 1984, 1986, 1989, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997 2001, 2003 e 2007.

CASA FERREIRINHA RESERVA ESPECIAL 2009 TINTO | DOURO | 14,5% | 175€
TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TINTO CÃO
SOGRAPE VINHOS, SA
18,5
De cor rubi intenso e concentrado,  profundo e de aspecto limpo e jovem. No nariz destacam-se, num primeiro plano, as notas de frutos vermelhos e pretos bem ladeados com floral perfumado, alguma sensação fresca de bosque, pinheiro, eucalipto, respirante, complexo, com as notas de estágio em barrica muito bem ligadas e a puxar por uma boa dose de tempo para ali ficarmos como que enamorados.
Expressivo de boca, com taninos a dizer bem alto que ali estão, acidez equilibradora, com a fruta fresca vermelha e preta a acompanhar a prova, com muita elegância, muita sedução, com nota de cacau e boa especiaria. Final de boca longo, cheio de elegância e a transmitir aquele conforto e prazer que nos impele a continuar a beber.
Novo. Acabado de chegar e já num momento de forma lindo.     

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Quinta de Santiago Reserva Alvarinho 2015 Branco

QUINTA DE SANTIAGO RESERVA ALVARINHO 2015 BRANCO | VINHOS VERDES | 13,5% | PVP  16€
ALVARINHO
NENUFAR REAL SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17
Um dos vinhos verdes Alvarinho que este este ano me deu muito prazer a beber. Perfil cheio de frescura, elegante no nariz e com uma acidez acutilante, fresca e sumarenta na prova de boca.
Cor amarelo citrino, definido, jovem, limpo e brilhante. No nariz revela elegância, frescura, fruta tropical, algum maracujá, fruta branca, líchias, pera rocha, floral envolvente, notas de tosta leve, com profundidade e traço mineral vincado.
Boca segura, expressiva, com acidez acutilante, mordaz, com volume, alguma cremosidade e largura. Conquista pelo equilíbrio, pela frescura, mineralidade e pelo perfil sumarento. Final de boa intenso e persistente.
Versátil à mesa acompanhará muito bem pratos mais gordos quer de peixe quer de carne.

domingo, 26 de novembro de 2017

Adegga WineMarket Lisboa 2017

O Adegga Winemarket regressa já no próximo dia 1 de Dezembro a Lisboa. A equipa liderada pelo André Ribeirinho vai voltar ao Lisbon Marriott Hotel para mais uma tarde e inicio de noite onde os protagonistas máximos são os vinhos e as pessoas sempre num ambiente de descontração.
São 500 vinhos de 70 produtores selecionados para descobrir. Provar vinhos entre os 5€ e os 50€ e a possibilidade de comprar os que mais gostou a preços de evento e recebe-los em casa sem mais preocupações.
E não esquecendo o já bem conhecidos SmartWineGlass e mais receber a listagem completa de todos os vinhos provados.
Este ano os ADEGGA WINEWALKS são a novidade no cardápio do Adegga WineMarket. Deixe-se guiar pelo Adegga WineMarket e descubra descontraidamente os melhores vinhos e produtores de Portugal acompanhado de um sommelier, enólogo, wineblogger ou winelover. As WineWalks têm a duração de 30 min. Existem 10 lugares disponíveis por WineWalk.

15:00 | 7 Vinhos Guardados Pelo Produtor e Prontos a Beber Agora por Carlos Janeiro (Blogger e WineLover, Blog Comer Beber E Lazer)
16:00 | Diz-me o que comes, dir-te-ei o que bebes por Gonçalo Patraquim (Sommelier, Restaurante Alma Lisboa)
17:00 | 10 Brancos Para Deixar Os Tintos Roídos de Inveja por Jorge Filipe Nunes (Blogger e WineLover, Joli - Wine & Food Activist)
18:00 | 10 Fantásticos Vinhos Bio por Elias Macovela (WineLover, My Wine Tours)
19:00 | 5 Vinhos de Enólogos Abaixo dos 40 Anos por Diogo Da Fonseca Lopes (Enólogo, AdegaMãe)

Vamos a isso?
_________________________________________
ADEGGA WINEMARKET LISBOA 2017
QUANDO: SEXTA-FEIRA, 1 DEZEMBRO 2017
ONDE: LISBON MARRIOTT HOTEL - LISBOA
HORÁRIO: 14:00H ÀS 21:00H

Site Oficial: http://pt.adegga.com/lis17
Bilheteira Online: http://pt.adegga.com/bilheteira/

sábado, 25 de novembro de 2017

Provas | Vinho Colheita Tardia

O que é doce nunca amargou e este tipo de vinho, geralmente doce, é um daqueles vinhos que até o mais tradicional dos bebedores quererá provar um dia. Não precisa de muita explicação. Atrai pela cor, convence pela equilibrada sensação de doce na boca. Imperdível. Assim sendo, vamos a mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente?
"(...)Estes vinhos são geralmente doces e atraem visualmente pela sua cor com nuances de amarelo dourado, intenso e brilhante. Vêm habitualmente em garrafas de meio litro ou ainda de menor quantidade pois a sua produção é bastante limitada. De uma forma muito simples e direta, um vinho colheita tardia é resultado de uma vindima feita mais tarde que o normal, num momento em que o bago já terá perdido grande parte da água de que é composto e terá sido atacado por um tipo de fungo chamado botrytis Cinerea a que normalmente se chama de podridão nobre.(...)" continuar a ler aqui.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quinta Edição do Concurso Melhores Vinhos do Alentejo Elege os 30 Melhores Vinhos da Região

A quinta edição do Concurso Melhores Vinhos do Alentejo, organizada pela Confraria dos Enófilos do Alentejo em colaboração com a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) decorreu este mês e distinguiu 30 vinhos da região entre rosés, brancos e tintos.
Com o objetivo de distinguir a qualidade da produção do Alentejo e dar a conhecer aos consumidores o que de melhor é produzido na região, 132 vinhos foram analisados por um júri composto por enólogos, escanções e jornalistas da especialidade.
À semelhança daquilo que já é habitual, o Concurso foi dirigido aos vinhos produzidos no Alentejo, certificados como Denominação de Origem Controlada Alentejo (DOC) ou Indicação Geográfica Alentejano (IG). Não houve restrições quanto ao número máximo de vinhos por produtor, tendo apenas de estar devidamente engarrafados e legalmente rotulados, com informação relativa ao ano de colheita e ostentando os correspondentes selos de certificação.

PRÉMIO DE EXCELÊNCIA
Poliphonia Reserva Branco 2016, Granacer - Administração de Bens, SA ·
Valcatrina by Santos Lima Rosado 2016, Casa Santos Lima – Compª. das Vinhas, SA ·
Vinhas da Ira Tinto 2011, H. Uva, SA

MEDALHA DE OURO - BRANCOS
Poliphonia Reserva Branco 2016, Granacer - Administração de Bens, SA ·
Esporão Private Selection Garrafeira Branco 2015, Esporão, SA ·
Guadalupe Winemaker’s Selection Branco 2016, Quinta do Quetzal – Soc. Agricola, Ldª. ·
Monte da Capela Premium Branco 2016 Antão Vaz e Arinto, Monte da Capela – Soc. Agr. Comercial, Ldª. ·
Tiago Cabaço Vinhas Velhas de Estremoz- Branco 2016, Tiago Mateus Cabaço e Cabaço ·
EA/Biológico -Branco 2016, Fundação Eugénio de Almeida ·
Conventual - Reserva Branco 2016, Adega de Portalegre Winery – APW, Ldª.

MEDALHA DE OURO – ROSÉS
Valcatrina by Santos Lima Rosé 2016, Casa Santos Lima Compª. das Vinhas,SA

MEDALHA DE OURO – TINTO
Vinhas da Ira Tinto 2011, H. Uva, SA ·
Monte da Caçada Tinto 2015 Alicante Bouschet, Casa Santos Lima Compª. das Vinhas, SA ·
Esporão Tinto 2013 Aragonez, Esporão, SA ·
Nunes Barata Grande Reserva Tinto 2013, Nunes Barata Vinhos, SA ·
Quetzal Reserva Tinto 2013, Quinta do Quetzal Soc. Agricola, Ldª. ·
Herdade dos Grous Moon Harvested Tinto 2015, Monte do Trevo-Enoturismo Agr. Vitivinicultura, Ldª. ·
Herdade do Peso Reserva Tinto 2014, Sogrape – Vinhos, SA ·
Reguengos Reserva dos Sócios Reserva Tinto 2014, CARMIM ·
AR Reserva Tinto 2014, Adega Cooperativa de Redondo, CRL ·
Poliphonia Signature Tinto 2013, Granacer Administração de Bens, SA

MEDALHA DE PRATA - TINTOS
Monte da Caçada Tinto 2015 Syrah, Caça Santos Lima-Compª. das Vinhas, SA ·
Herdade de São Miguel Reserva Tinto 2014, Casa Agricola Alexandre Relvas, Ldª. ·
Fonte Mouro Reserva Tinto 2015, Soc. Agr. Monte Novo e Figueirinha, Ldª. ·
Cartuxa Reserva Tinto 2014, Fundação Eugénio de Almeida
Valcatrina by Santos Lima Tinto 2016, Casa Santos Lima Compª. das Vinhas, Ldª. ·
F0ortíssimo Tinto 2016, Casa Santos Lima Compª. das Vinhas, Ldª. ·
Pousio Reserva Tinto 2014, Casa Agrícola HMR, SA ·
Esporão Tinto 2013 Alicante Bouschet, Esporão, SA ·
Planura Reserva Tinto 2013, Unicer – Vinhos, SA



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Lavradores de Feitoria Com Novidades Na Gama Cheda

Perfil renovado, imagem renovada e uma novidade bastante interessante para juntar à gama Cheda, ou seja, um Riesling. E se fossem apenas estas as novidades da noite já havia valido a pena, mas havia mais. O novo perfil dos Cheda, mais frescos e frutados, é resultado de um trabalho em conjunto com a nova parceria a nível da distribuição.
A Vinalda para a ser a responsável pela distribuição dos Cheda enquanto que as marcas Lavradores de Feitoria, Três Bagos, Quinta da Costa das Aguaneiras e Meruge não fazendo parte deste acordo, mantêm a sua chegada ao mercado a cargo da Vinicom.

O novo Cheda Riesling ditou a escolha do Chef e do restaurante onde a apresentação teve lugar: o Terraço by Rui Paula, no Hotel Tivoli Avenida Liberdade, em Lisboa. 
Rui Paula, um homem do Douro, conhece bem os vinhos e as pessoas da Lavradores de Feitoria. Deste modo, fazer o casamento entre os Cheda e a sua cozinha foi um processo natural, embora desafiante, a que correspondeu com mestria, tendo mesmo ousado, e bem, arriscar na maridagem da sobremesa com o Cheda Tinto colheita evitando assim as ligações mais fáceis e óbvias.
A apresentação contou com a presença de Olga Martins (CEO da LF), Paulo Ruão (Director de Enologia da LF), José Espírito Santo (Presidente da Vinalda) e Sérgio Pereira (Director Comercial On-Trade na Vinalda).

CHEDA 2016 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 5€
MALVASIA FINA, SÍRIA, GOUVEIO
15,5
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto limpo e jovem. Aromas intensos, fruta citrina, leve tropical, perfil fresco. Na boca apresenta-se pronto, fresco e com boa acidez, acutilante, ligeira untuosidade, citrino, com equilíbrio, directo e pronto a beber.

O Cheda 2016 Branco à mesa fez uma bela ligação à Trufa de Alheira e com o Macarron de Codium e Sardinha.

CHEDA RIESLING 2014 BRANCO | DOURO | 12% | PVP 10€
RIESLING
16
Cor amarelo citrino, definido, de aspecto limpo e brilhante. Nariz delicado e fino, limonados, pêssego verde, sem as notas de petróleo marcadas e ou tão evidentes como em outros casos. Na boca mantém o traço fino, leve, ligeiro cremoso, com notas  flores e de alguma petrolado muito lá no fundo. Acidez acutilante e de final de boca longo.
Merece que se lhe dê tempo a um Riesling do Douro a fugir do perfil habitual.

A Vieira Com Couve Flor recebeu a elegância, leveza e frescura deste Riesling. Finess!

CHEDA RESERVA 2016 BRANCO  | DOURO | 13% | PVP 10€
MALVASIA FINA, VIOSINHO, GOUVEIO
16,5
Cor amarelo citrino, limpo, brilhante, aspecto jovem. Nariz com barrica bem ligada, notas de fruta branca e de polpa amarela, com traço baunilha, leve e fresco. Boca expressiva, ainda alguma barrica (contraria um pouco o nariz), bom volume e acidez, corpo, com a fruta fresca a vir ao de cima, com a toranja e a tangerina. Um branco que me surpreendeu pela sua bela forma. Final longo.

No prato a companhia escolhida foi um Robalo com Xerém de Bivalves. Perfeito o prato e perfeita a harmonização.

CHEDA RESERVA 2015 TINTO  | DOURO | 14% | PVP 10€
TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
16
Cor rubi de violetas escuros e definidos, com aura mais aberta, aspecto limpo e jovem. No nariz a fruta vermelha e preta silvestre, madura, mas fresca, com a amora em destaque e com as notas de  barrica completamente ligadas deixando a fruta brilhar. Boca com estrutura, volumoso, a encher o palato, com boa acidez e frescura e um final de boca longo.

O Carré de Cordeiro Com Puré de Queijo de Cabra mostrou mais um pouco do vinho. O queijo de cabra não o assustou e cordeiro sentiu-se aconchegado.  

CHEDA 2016 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP 5€
TINTA RORIZ, TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
15,5
Cor rubi intenso e concentrado, de nuances violáceas definidas, aspecto jovem. No nariz brilha a fruta vermelha e preta, sem máscaras e com muita frescura. Boca segura, com corpo médio, tanino bem assente, fruta vermelha fresca, equilibrado e de final longo.

A ligação aqui foi o prato de sobremesa. Terminámos bem. O Chocolate e a Framboesa fizeram um casamento à altura e foi interessante ver como da surpresa inicial se passou a um pleno consenso.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Messias Vinha de Santa Bárbara 2013 Tinto

MESSIAS VINHA DE SANTA BÁRBARA 2013 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  15€
TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL
SOCIEDADE AGRICOLA COMERCIAL VINHOS MESSIAS, SA
17

Passados dois anos desde a última colheita - a de 2011-, a Messias volta a lançar o seu Vinha de Santa Bárbara. Apesar de ainda mostrar toda a impetuosidade de um vinho jovem, continua a surpreender pela sua frescura, elegância e subtileza.
Cor vermelho granada concentrada, fechada, de violetas escuros e marcados e de aspecto limpo. No nariz a elegância da fruta vermelha e preta madura destaca-se, em harmonia com as notas florais, violetas, cacau em pó, complexo e em continua evolução no copo. Na boca mostra-se novo, jovem, cheio de garra, robusto, de tanino presente, com a fruta fresca e sumarenta bem delineada,  equilibrado e com final de boca longo.
Será, com certeza, de acompanhar nos próximos anos pois será um daqueles ao qual a idade ainda o fará melhor.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Provas | Os Vinhos Mais Caros São Sempre Os Melhores?

A eterna questão do preço do vinho e da sua qualidade. A verdade é que é difícil de deixar de assim pensar quando queremos apontar ao primeiro factor de distinção para a qualidade ou para a qualidade que pensamos ter determinado vinho. Quantas vezes já nos aconteceu alguém perguntar "Esse vinho é bom?" e ouvir como resposta " Não sei, mas como é caro de certeza que é bom."? Pois é. Vamos a mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente?
"(...)Quantas vezes precisamos de comprar um vinho para um momento que queremos ou que julgamos ser especial e o primeiro factor de distinção que encontramos para este patamar é o preço elevado? Pelo menos que seja mais caro do que aquele que habitualmente bebemos e que nos dá tanto prazer, mas que na hora de se tentar brilhar e de partilhar um vinho o escondemos em jeito envergonhado e o substituímos por outro apenas pelo seu valor monetário.(...)" continuar a ler aqui.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Vinhos Tyto Alba - Expressão de Terroir Único

"A coruja-das-torres Tyto Alba é uma ave particularmente associada ao Homem, na medida em que utiliza frequentemente estruturas artificiais para nidificar e áreas agrícolas para se alimentar. Desta relação de proximidade advêm benefícios directos para as populações humanas, desde a utilização da coruja-das-torres como auxiliar em práticas de agricultura biológica ao seu papel de sentinela na avaliação da exposição e dos efeitos secundários da contaminação ambiental.” in Relatório Final Prof. João Rabaça 
As vinhas protegidas e toda a envolvente da Companhia das Lezírias reconhecida pela sua gestão agroflorestal sustentável é o refúgio escolhido por esta Intrigante e misteriosa ave. A Coruja-das-Torres (Tyto alba) é não só nome e imagem desta referência de vinhos deste produto do Tejo e é um  dos garantes do compromisso assumido pelo mesmo com a conservação da biodiversidade.
Num jantar de harmonização com os pratos do Restaurante Associação Naval de Lisboa foi possível conhecer um pouco mais estes vinhos e as suas mais recentes colheitas.

TYTO ALBA 2016 ROSÉ | TEJO | 12% | PVP 5,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
15,5
Cor rosada de média intensidade, nuances salmonadas, aberto, aspecto limpo. Nariz perfumado, belo floral, alguma fruta vermelha, harmonioso e fresco. Na boca mostra boa amplitude, com algum corpo, acidez bonita, ligeiro cremoso, com a fruta a mostra-se bem fresca e com final de boca longo.
Um rosé com o qual se iniciou a refeição e que continuou um pouco mais além com um Sashimi de Salmão Duas Texturas e Caranguejo de Casca Mole.

TYTO ALBA 2016 BRANCO | TEJO | 12,5% | PVP 5,50€ 
ARINTO, FERNÃO PIRES 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16 
Cor amarelo citrino, leves esverdeados, aspecto limpo. Aromas de média intensidade, muito salino, pedra lacasda, citrino de casca verde, leves notas vegetais, barrica muito bem ligada e perfil fresco. Boca com muita acidez, a secar o palato, a pedir comida na mesa, com fruta sumarenta,  notas verdes e bom comprimento de boca.
A ligação no prato fez-se com umas Vieiras com Molho Provençal e Risoto de Tinta de Choco

TYTO ALBA 2013 TINTO | TEJO | 14% | PVP 6,50€ 
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, CABERNET SAUVIGNON 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16
Cor rubi, concentrado, intenso, aspecto limpo. Aromaticamente muito rico, muita fruta preta, ameixa, cacau, pimento verde, alguma hortelã da ribeira, fresco e respirante. Boca expressiva, tanino presente, a marcar posição, fruta madura fresca, com corpo boa estrutura, com final longo, onde a fruta aparece em bom plano.
Muito bem na ligação com Javali na Grelha com Cogumelos Porcini e Legumes pelo lado do pimento verde, da fruta fresca e da própria frescura e equilíbrio do conjunto. 

TYTO ALBA MERLOT 2014 TINTO | TEJO | 14% | PVP 9€ 
MERLOT 
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16,5 
Cor rubi, concentrado, violetas escuros, aspecto limpo. Aromas limpos, fruta preta e azul, com notas de bosque, folha de eucalipto, especiaria fina, complexo e profundo. Boca expressiva, com boa estrutura e volume, envolvendo o palato. Tanino pronto, seguro, com bom equilíbrio da fruta, muita elegância e leveza e final de boca longo.
A maridagem com a comida foi feita também com o Javali na Grelha com Cogumelos Porcini e Legumes. Este a acarinhar mais a carne, os sabores de caça. Ambos escolhas acertadas.

COMPANHIA DAS LEZIRIAS COLHEITA TARDIA 2013 BRANCO | TEJO | 11% | PVP 10€ 
ARINTO
COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, SA 
16
Cor amarelo citrino, mais aberto, aspecto limpo. Nariz com muita fruta citrina, toranja, pêssego, ligeiro melaço e um curioso e reconfortante nota de chá de limão com mel. Na boca aparece uma doçura e volume cremoso muito evidente, ao mesmo tempo leve e equilibrado, voltando à sensação de chá de limão com mel, folha de hortelã e menta, fresco e de final de boca longo.
Juntou-se na sobremesa a um crocante Mil Folhas do qual dispensaria, para a harmonização com o vinho, do topping de frutos vermelhos.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Quinta do Síbio Arinto 2016 Branco

QUINTA DO SÍBIO ARINTO 2016 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  14€
ARINTO
REAL COMPANHIA VELHA
COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DO ALTO DOURO, SA
16,5

A casta Arinto, sendo uma das castas brancas mais conhecidas de Portugal, nunca se revelou no Douro com qualidade suficiente para se produzir um monocasta de referência. Este Quinta do Síbio, uma novidade que acompanha uma renovada imagem dos vinhos aqui produzidos, mostra que aqui existe um terroir capaz de fazer nascer um Arinto do Douro de tez fria, contido no nariz e com uma acidez e frescura de boca que surpreende.
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto limpo e brilhante. Nariz contido, mas revelador de notas florais, citrino verde, mineral, pedra lascada, perfil fresco. Muito expressivo de boca, com uma acidez acutilante, brava até, cheio de garra e vivaz. Com um final de longo longo e fresco.
Longevidade. Adivinha-se longevidade.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Herdade do Peso Lança Ícone 2014 e Essência do Peso 2015

A Herdade do Peso acaba de lançar para o mercado dois vinhos tintos de excepcional qualidade. Nascidos no berço da região da Vidigueira, onde a propriedade da Herdade do Peso goza de características únicas para a produção de vinhos no Alentejo, a apresentação do Ícone 2014 e do Essência do Peso 2015 em simultâneo é revelador do nível elevado de qualidade atingido nas suas vinhas, adega e saber da equipa de enologia e viticultura.
O Ícone está de volta! Passados 7 anos após a primeira colheita de Ícone, em 2007, em que chega agora o segundo desta referência máxima da Herdade do Peso: o 2014. Os apertados critérios de exigência da equipa de enologia faz com que apenas agora possamos novamente ter o Ícone nos nossos braços.
Vinificado a partir das uvas dos melhores talhões de Alicante Bouschet (96%) e Syrah (4%), estagiou ainda cerca de 12 meses em barricas de carvalho francês e deixado depois a dormitar em garrafa por mais 18 meses. Um sono de beleza sem dúvida alguma.
O Essência do Peso 2015 visa proporcionar uma experiência única de desfrute da essência da Herdade do Peso e dos seus terroirs  distintos pois as uvas provêm de dois talhões distintos (os nº 2 e 4), com diferentes tipos de solo e que se juntam no lote final.

HERDADE DO PESO ESSÊNCIA DO PESO 2015 TINTO | ALENTEJO | 15% | PVP 22,50€
ALICANTE BOUSCHET
SOGRAPE VINHOS, SA
17,5 
Cor rubi de média concentração, fechado no núcleo, mais aberto no bordo do copo. No nariz mostra intensidade, muita fruta vermelha, preta, cacau , pimenta preta, muito elegante, complexo e apesar dos 15% de álcool, acabamos por não tropeçar nele. Grande boca. Pujante, com uma acidez revigorante, tanino presente, mas com elegância, fruta vermelha fresca, equilibrado. Final de boca longo. 
Mostra-se já pronto e ao mesmo tempo poderemos querer dar-lhe mais tempo. O facto é que dá um prazer imenso bebe-lo já assim como está e puxá-lo para cima da mesa com comida regional alentejana no prato. Aqui, acompanhou o prato Mar e Montanha - Polvo, Porco e Especiarias.

HERDADE DO PESO ÍCONE 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 85€
ALICANTE BOUSHET, SYRAH 
SOGRAPE VINHOS, SA 
18
Cor rubi concentrado, profundo, de núcleo fechado, com nuances de violeta escuras e de aspecto limpo. No nariz mostra-se muito elegante, fruta preta, amoras silvestres, notas de bosque, chocolate, especiaria fina, refrescantes mentolados, barrica muito bem ligada, complexo e fresco. Na boca é um portento de acidez e frescura. Taninos presentes elegantes, macios, quase seda,  fruta muito bem delineada, muito equilibrado, persistente. Final de boca longo e complexo.
Acompanhou o prato de Pombo, Foie-Gras e Pinhão.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails